The Knifemaker / O Cuteleiro

 

I was born in 1974 and live in Tatuí, in the state of São Paulo, being a certified “red foot”, as we call ourselves over here and, besides making knives,I also work with rescued dogs – having aways a number of them at home – and love good food and nice craft beers.

Why knives? Since my childhood, I have aways been interested by knives and firearms and when I was about twelve years old I read an article about knifemaker Milton Padilha (now deceased) on Magnum magazine (a Brazilian magazine about firearms) and on the spot I knew what I wanted to do for a living. It was far from a straight road but in 1993, still very young, I started working as a custom knife dealer – a way I found to have contact with several handmade knives and knifemakers so I could learn the trade – and became a knifemaker in the year 2000.

And why kitchen knives? A friend of mine who is a chef suggested that when my career was a bit stagnated and, since atthe same time I started studiyng to become a beer sommelier and met many people from this area, the evolution ocurred naturally – when I noticed, I was directing most of my production to kitchen knives and I was more and more in touch with professionals of this field of work.

Becoming a knifemaker and, later, specializing in kitchen knives were  the best decisions I could have taken in my life. This is not exactly the sort of career that will make you a millionaire before being thirty (nor after, it seems…) but it is fantastic to wake up everyday and do something that I like so much, in my speed, and to know that there are so many people around the world using my creations gives a sense of purpose to my work but the real reward, what assures me I made the right decision are the great people that I have met along the way and to know that, as much as me, these crazy guys and girls that are so dedicated to their jobs in the kitchen are also so happy to do what they love – and with a little help from my knives!

P.S.: I confess that visiting many restaurants and the usually incredible gastronomic experience of such events also works as a great incentive!


Eu nasci em 1974 e resido em Tatuí, interior de São Paulo, sendo um legítimo “pé vermeio”, como dizemos por aqui e, além de fazer facas, também trabalho com animais resgatados – e sempre tem uma boa quantidade deles em minha casa – e curto muito boa comida e cervejas de qualidade.

Porque facas? Desde que me conheço por gente, sempre gostei de facas e armas de fogo e quando tinha uns doze anos li uma matéria sobre o já falecido cuteleiro Milton Padilha na revista Magnum e decidi ali mesmo o que queria ser quando crescesse. Não foi uma estrada reta e meu background é muito variado mas, em 1993, ainda muito moleque, comecei a trabalhar como dealer de facas artesanais – a forma que eu encontrei para ter contato com muitas facas e cuteleiros e aprender a profissão –  e me tornei um cuteleiro profissional em 2000.

E porque facas de cozinha? Um amigo chef me deu essa sugestão quando eu estava um pouco estagnado na carreira e, como no mesmo período comecei a fazer um curso de sommelier de cerveja e conhecer pessoas dessa área, a evolução foi natural – quando percebi, minha produção já estava quase toda direcionada para facas de cozinha e fui me tornando cada vez mais entrosado com os profissionais desse ramo.

Me tornar cuteleiro e, posteriormente, me especializar em facas de cozinha foram as melhores decisões que tomei na vida. Não é exatamente uma carreira que vai te deixar milionário antes dos trinta (nem depois, pelo andar da carruagem…) mas é fantástico poder acordar todos os dias e fazer o que eu gosto, no meu ritmo, e saber que tem tanta gente usando minhas faquinhas no mundo todo dá propósito ao meu trabalho mas a grande recompensa, o que realmente faz com que eu saiba que fiz a escolha certa são as pessoas incríveis que eu encontrei ao longo do caminho e saber que, tanto quanto eu, todos esses malucos e malucas que dão tanto de si na cozinha também estão muito felizes por fazerem o que amam – com uma ajudinha das minhas facas!

P.S.: Confesso que ser forçado a visitar restaurantes e a inevitável experiência gastronômica associada a essas ocasiões não deixa de ser um forte incentivo!

Anúncios